17 de abril de 2014

Falun Gong e o cultivo da mente e do corpo

Falun Dafa, também conhecido como Falun Gong (法輪功), é uma prática avançada de cultivo de mente e corpo, composta de cinco exercícios de qigong (chi kung), sendo quatro em pé e um sentado em meditação.

Praticantes desenvolvem fortes valores morais e buscam se assimilar à natureza do Universo através da aplicação dos princípios verdade, benevolência e tolerância (Zhen-Shan-Ren) em suas vidas.

Tornado público pela primeira vez em 1992, na China, pelo mestre Li Hongzhi, Falun Dafa popularizou-se rapidamente devido aos grandes benefícios proporcionados à saúde mental e física das pessoas, além do fortalecimento do caráter moral, alcançando em apenas cinco anos mais de 70 milhões de praticantes só na China, segundo pesquisas estatísticas do próprio governo.

Atualmente Falun Dafa é praticado em mais de 60 países, por mais de 100 milhões de pessoas, e estima-se que este número continua crescendo rapidamente, porém não existem registros Oficiais.

Possui uma vasta literatura composta de diversos livros e conferências de autoria do Sr. Li Hongzhi, com os principais já tendo sido traduzidos para mais de quarenta línguas, disponíveis gratuitamente para download, além de materiais audiovisuais, possibilitando o aprendizado autodidático.

Sem adotar formas religiosas, como rituais, adorações, hierarquia e preceitos, a classificação do Falun Dafa se torna difícil nas culturas ocidentais, pois apesar de o objetivo final dos praticantes de Falun dafa ser atingir a Iluminação, ou perfeição espiritual, que é o mesmo objetivo de outras religiões orientais como o Budismo e o Taoismo, esta prática de cultivo interno não pode ser classificada como uma religião ou culto.



De acordo com a tradição Chinesa o Sr. Li Hongzhi é respeitosamente referido como "Mestre" ou "Professor", porém não aceita tratamento especial ou doações financeiras dos estudantes de Falun Dafa. Ele assegurou que a prática esteja disponível para todas as pessoas, e sem nenhum termo ou condição. Por sua contribuição para a humanidade, Li Hongzhi recebeu mais de 400 honrarias e prêmios e foi indicado duas vezes para o prêmio Nobel da Paz.

Em 1999 o ex-líder do Partido Comunista Chinês (PCC) Jiang Zemin, iniciou uma violenta perseguição aos praticantes de Falun Dafa na China, alegando que a prática seria um culto diabólico, ou uma religião política opositora ao Partido Comunista. A partir daí desencadeou-se uma campanha propagandística massiva e uso dos meios de comunicação, todos totalmente controlados pela ditadura, para denegrir a imagem do Falun Dafa frente a população chinesa, visando justificar a violenta repressão. Desde então milhares de denúncias de praticantes de Falun Dafa sendo demitidos de seus empregos, presos sem julgamento, torturados, enviados a campos de trabalho forçado, executados, seus órgãos extraídos e comercializados em grande escala no mercado negro (fonte: http://www.organharvestinvestigation.net ), e da existência de crematórios humanos têm sido feitas a autoridades de Direitos Humanos fora da China. O número de praticantes mortos por tortura policial até agora comprovado é de 3209 pessoas (fontes: http://www.faluninfo.net/displayAnArticle.asp?ID=9512 e http://clearwisdom.net/emh/special_column/death_cases/death_list.html).

A perseguição e genocídio aos praticantes de Falun Dafa continua até hoje, e somente na China a prática é proibida.


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